Rio Parada Funk leva multidão ao Aterro do Flamengo

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Mais de 200 atrações passaram pelos 11 palcos montados neste domingo.

O domingo de céu claro foi de muito "batidão", passinhos e cultura periférica no Rio. A 6ª edição do Rio Parada Funk levando ao Aterro do Flamengo, na Zona Sul, uma das marcas do ritmo: as equipes de som. No total foram 12 equipes distribuídas entre o Monumento dos Pracinhas e o Museu de Arte Moderna (MAM). Os amantes do som puderam aproveitar mais de 200 atrações, desde às 9h deste domingo. Entre elas, no palco principal, os DJs e curadores GrandMaster Raphael, Sany Pitbull, Batutinha, Tubarão e Marlboro tocando o melhor do Funk.

O DJ GrandMaster é veterano na arte de produzir o "batidão", são 35 anos tocando no asfalto e nas favelas. Há 35 anos fazendo o que ama, ele relembra os velhos tempos de sua carreira "Diferentemente do que muitos pensam, o funk começou a ser produzido nos clubes com as equipes de som. Após um tempo, por alguns fatores, os bailes migraram para as comunidades", conta o DJ, que acredita que o evento contribui muito para firmar a força da população funkeira e quebrar as barreiras do preconceito. 

E quem pensou que só os cariocas iriam entrar na onda dos passinhos, se enganou. As amigas Iadmara Santos, 25, e Andressa Carina, 18, saíram de Juiz de Fora para curtir a festa. "Estamos amando, ano que vem vamos voltar com certeza", garantem as jovens que vieram em um ônibus de excursão. 

Nos anos anteriores, o evento foi realizado na Praça da Apoteose e no MAM. A ideia nunca foi só fazer  a galera dançar, contou o produtor do evento, Matheus Aragão. "O Rio Parada Funk veio para mostrar que o ritmo tem história e cultura", explica. 

Os 11 palcos espalhados traz homenagens ao funk de cada época e a seus ícones. O palco Cash Box, por exemplo, relembra o DJ Mr. Funky Santos. Desde o início do mês de junho, intervenções ocupam as estações do MetrôRio e da SuperVia com a exposição ‘Memória do Funk’. Em parceria com o Museu de Arte do Rio, em maio rolou o Desafio do Museu, disputa entre bondes de dançarinos que teve como vitoriosos os Imperadores da Dança.

"Estar aqui é muito importante para mostrarmos nosso trabalho. Estou muito feliz", conta Yasmim Honorato, 17 anos, uma das dançarinas do Imperadores que irá se apresentar no palco principal. 

Fonte: odia.ig.com.br

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