Produtor de Bangu já gravou clipes com Lexa e Guimê

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Câmeras ajustadas, artistas posicionados e a balada tocando ao fundo: é hora de gravar mais um clipe. Fã de música, Cristiano Coelho, de 29 anos, sonhava, quando criança, em soltar a voz por aí. Não fez sucesso cantando, mas conseguiu seu espaço no ramo. O morador de Bangu é dono da Coelho Produções, que grava clipes para artistas de diferentes ritmos.

Dono da Coelho produções, Cristiano é morador de Bangu

Câmeras ajustadas, artistas posicionados e a balada tocando ao fundo: é hora de gravar mais um clipe. Fã de música, Cristiano Coelho, de 29 anos, sonhava, quando criança, em soltar a voz por aí. Não fez sucesso cantando, mas conseguiu seu espaço no ramo. O morador de Bangu é dono da Coelho Produções, que grava clipes para artistas de diferentes ritmos.

Estou sempre escutando música para saber o que está no mercado, vou a shows e assisto a muitos clipes. Estou realizando o meu sonho e de outras pessoas — diz o produtor de vídeos, brincando: — Minha voz não é boa, mas aprendi a tocar violão.

Inspirado no Kondzilla, grande produtora da capital paulista, a Coelho já gravou mais de 30 clipes desde a sua inauguração em 2015 — a maioria com funkeiros. Dentre eles, a cantora Lexa com os vídeos “Já é” e “X do seu nome”. Juntos, os dois têm aproximadamente dois milhões de visualizações. Os rappers MC Guimê e Yan Silvestre, e o cantor gospel Ângelo Rosa também passaram pelas lentes da empresa de Cristiano.

Cristiano Coelho com Lexa

Do funk ao gospel, o produtor procura fazer clipes pensando fora da caixa e colocando a sua visão, inovando no figurino e no roteiro. Os vídeos são divulgados no canal do YouTube Coelho Produções — que tem mais de 40 mil inscritos — e na televisão.

— Não gosto de fazer clipes com aquele formato bunda, piscina, balada e carrão. Prefiro construir uma história. Mas é, claro, que nem todo funk combina com esse tipo de roteiro — explica o produtor, que já vestiu MC Colibri de falso roqueiro; MC Chandon de mafioso e MC Mazinho com um terno italiano no alto da favela.

Não é de hoje que artistas procuram fazer megaproduções para lançar suas músicas. Anitta, por exemplo, conquistou um grande público através de seus clipes. O “Show das poderosas”, lançado em maio de 2013, chegou a ser o mais visto do YouTube Brasil, com dez milhões de visualizações só no primeiro mês:

— Para a sua música ficar conhecida, o cantor precisa ter um vídeo no YouTube ou no Facebook e fazer um canal. Não adianta só tocar na rádio. Precisa viralizar.

O banguense começou a ter contato com a produção visual quando serviu a Aeronáutica, entre 2007 e 2011. O jovem, que era copeiro, ficou amigo de um funcionário da área de comunicação visual, e pediu para aprender as técnicas que ele pouco conhecia, mas de que já gostava. Seus superiores acreditavam tanto nele que pagaram um curso de Photoshop e produção gráfica. Mas não conseguiu um emprego na área tão cedo. Cristiano precisou trabalhar como vendedor e na área de limpeza para pagar as contas.


Cristiano gravou mais de 30 clipes desde 2015

Logo conseguiu uma oportunidade para mostrar seu talento. A empresa de telefonia em que trabalhava precisava de um vídeo institucional para uma festa, e Cristiano aproveitou:

— Passei a noite estudando para aprender.Todos gostaram.

Depois que ele viu que era possível, começou a procurar trabalhos. Chegou a fazer vídeos de graça para ter portfólio e começou cobrando R$ 300. Hoje, um vídeo custa, em média, de R$ 3 mil a R$ 5 mil.

 

Fonte:  extra.globo.com

 

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