MC Bin Laden agita Virada Cultural com 'Tá tranquilo, tá favorável'

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Músico pediu paz e tirou a camiseta a pedido dos fãs.
Bin Laden cantou sucessos de outros músicos, como "Glamurosa"

MC Bin Laden tirou a camiseta atendendo pedido dos fãs (Foto: Flávio Moraes/G1)

 A Virada Cultural continua neste domingo (22) em São Paulo com diversas atrações. Na Praça da República, o MC Bin Laden abriu seu show com seu hit "Tá tranquilo, Tá favorável ". No palco da Praça da República, o MC animou o público e pediu paz e respeito às mulheres.

O show durou cerca de 30 minutos e músicas de sucesso de outros MCs foram cantadas.
"Eu Só Quero é ser feliz" e "Glamurosa" animaram o público.

Durante toda a apresentação, uma intérprete de sinais aparecia no telão do palco. Para fechar o show, Bin Laden atendeu ao pedido das fãs e tirou a camiseta.

MC tocou também sucessos de outros músicos (Foto: Flávio Moraes/G1)

Valesca
Valesca é popuzuda - e também eclética. Em seu show na noite deste sábado (21) na Virada Cultural, a funkeira fez jus ao seu gênero musical de temática sexual, digamos, afirmativa (ou imperativa). Agradou ao mandar "Beijinho no ombro" e ao dizer como gosta que um homem se porte na intimidade ("hoje você não me escapa e vai ser meu brinquedo").

Durante a apresentação chegou a convocar: "Quem quer pau dá um grito". Muita gente gritou. Este foi o clima do "Baile de Favela" (música que ela também tocou) que Valesca quis promover. Perguntou ainda: "Tá tranquilo, tá favorável?. Quem curte baile de comunidade, baile de favela? Eu também curto, corre no meu sangue".

Vieram, então, "Camarote", do Wesley Sadadão; "Metralhadora", da banda Vingadora; "Ilariê" (que Valesca introduziu falando que "agora ninguém e de ninguém"), sucesso de Xuxa; "Superfantástico", da Turma do Balão Mágico; "Malandragem", famosa na voz de Cássia Eller; e "Fogo e paixão", do Wando.

Não deixa de ser inusitado ver Valesca cantar que "eu sou poeta e não aprendi a amar". Mas outras coisas ela aprendeu, sim. A julgar pelas letras e pela atitude.

Valesca Popozuda se apresenta na Virada Cultural de São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

Antes de encerrar, avisou que desceria do palco para fazer selfies com os fãs que se apertavam na grade. E lá foi ela, de macaquinho muito justo, botas pelo meio da coxa e de salto e muita maquiagem. Ficou ali por uns três minutos. Teria sido ainda mais solícita se não tivesse sentido perigo na situação.

De volta ao palco, onde tinha a companhia apenas de um casal de empenhados dançarinos e dois ventiladores à lá Beyoncé para garantir os cabelos esvoaçantes, explicou que teve de encurtar a interação porque tinha "muita gente e muita criança na grade".

Neste momento, sem que Valesca pudesse ver, duas meninas choravam no espaço perto do palco, enquanto bombeiros atendiam uma grávida que saiu de cadeira de rodas. Uma oficial explicou ao G1 que as crianças eram filha e sobrinha da gestante, que acabou sendo encaminhada para o ambulatório. Os bombeiros levaram as garotas junto.

Foi o único momento tenso de um show em que o público cantou e dançou muito junto com Valesca e seu casal de bailarinos. O rapaz, além de dançar incansavelmente, serviu de escada para piadas da estrela da noite.

Valesca Popozuda se apresenta na Virada Cultural de São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)

Uma delas veio logo depois de a funkeira e o jovem fazerem uma dança muito próxima e intensa, com ela de costas para ele.

"Até parece que ele gosta, né?, meninas", perguntou a cantora para os fãs. "O que a gente engole, o que a gente chupa, ele faz dobrado. Um desperdício..." Aplausos e risos gerais.

O tom irônico e de conotação sexual onipresente do show só foi abandonado no desfecho. Ao ver cartazes no público, Valesca perguntou: "Fora, Temer? Temer jamais?". Falou então que "tá tudo uma palhaçada, né?".

"A gente lutando, desistir jamais, porque somos brasileiros. Vamos fazer o nosso, exigir o nosso. Tudo que temos direito, sem abaixar a cabeça pra ninguém! Eu sou dessas, eu não baixo minha cabeça, rodo minha baiana mesmo."

Antes de sair de cena, celebrou sua "conexão com São Paulo" e aparentemente indicou que seu sucesso por aqui a ajudou "a ser mãe e a ser filha". Um discurso também eclético, afinal.

Valesca Popozuda se apresenta na Virada Cultural de São Paulo (Foto: Caio Kenji/G1)

 

 

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