Homem que matou funkeira é julgado e diz que estava "possuído"

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Miltinho da Van confessou ter matado Amanda Bueno, mas alegou legítima defesa.

Julgado pelo assassinato da dançarina de funk Amanda Bueno, da Jaula das Gostusudas, Miltinho da Van confessou ter assassinado a vítima, pois, segundo ele, estava "possuído" no momento do crime. O acusado, que se diz arrependido, falou que não se reconhecia naquele instante do homicídio, que "aquele não era ele". Miltinho também alegou que agiu em legítima defesa, pois a namorada estava armada e o teria ameaçado.

A Justiça do Rio ouviu quatro testemunhas de acusação e quatro de defesa durante a tarde desta segunda-feira (10) no julgamento de Milton Severiano Vieira, mais conhecido como Miltinho da Van. O julgamento no plenário da 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ainda estava em andamento por volta das 20h. A sentença deve sair nesta terça-feira (11).

A ex-companheira do acusado prestou depoimento e relatou que almoçou com Miltinho no dia do assassinato. Ele teria pedido para os dois retomarem o relacionamento, alegando que já não amava mais Amanda. Depois de assassinar a funkeira, o homem teria ligado novamente para a ex-mulher dizendo que a mataria e tiraria a própria vida em seguida.

A mãe de Amanda chegou ao tribunal quando o julgamento já havia começado. Iraídes Maria de Jesus estava acompanhada de amigos e parentes e não quis falar com a imprensa. Todos vestiam uma camiseta com uma foto da dançarina de funk.

O advogado Patrick Berriel explica que Miltinho da Van vai responder perante o tribunal do júri popular por homicídio e outros três crimes.

— Miltinho da van responde por homicídio duplamente qualificado, meio cruel e pela qualificadora do feminicídio. Acoplado a esses crimes, ele ainda tem o roubo majorado, porque logo após o fato, ele roubou o veículo. Dentro do veículo foi encontrada uma arma de fogo de uso restrito e munição. Ainda mais, responde pelo crime de embriaguez ao volante. Então quer dizer, é um homicídio duplamente qualificado e mais três crimes conexos que será respondido perante o tribunal do júri popular.

Ele também acredita que o acusado pode pegar até 50 anos de prisão.

— Eu acredito que se na realidade emplacar algumas teses da defesa, ele pode ter um apenamento de seis anos. E se todas as acusações que foram colocadas contra ele forem acolhidas pelo tribunal do júri, a pena dele pode chegar entre 40 e 50 anos.



Relembre o caso

A funkeira foi morta com um tiro na cabeça no dia 16 de novembro de 2015, na residência do casal, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, após revelar segredos do passado para o companheiro.

 

Primeiramente, ela contou que havia trabalhado como stripper numa boate em Brasília. Depois, a dançarina também afirmou que, em 2007, havia tentado matar a tiros uma colega da boate onde trabalhava. Ela chegou a ser condenada a dois anos de prisão por tentativa de homicídio, mas respondia pelo crime em liberdade.

O assunto, até então desconhecido por Milton, foi discutido pelo casal dentro de casa. Com ciúmes, ele ofendeu Amanda e, para se vingar, marcou um encontro com uma ex-namorada. O encontro foi fotografado, filmado e enviado para a funkeira.

Milton bateu por várias vezes com a cabeça de Amanda em uma pedra e depois atirou com uma arma calibre 12. Imagens de câmera de segurança mostram a jovem deitada no chão, sendo agredida com violência antes de ser baleada pelo companheiro. Os dois tinham ficado noivos quatro dias antes do crime. Ao confessar o crime à polícia, ele alegou que teve um "surto".

O julgamento começou às 11h no plenário da 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, na baixada. 

Fonte: noticias.r7.com

 

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