Bailes funk voltam a animar 16 favelas do Rio.

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Bailes tradicionais como os da Velha Guarda do Funk (no Chapéu Mangueira), da equipe Cash Box (em Colégio), e da Chatuba (na Penha), são uns dos 16 projetos de realização de bailes funk contemplados pelo Edital de Bailes e Produção Artística no Funk, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura em 2013. Favelas tanto na capital como no interior vêm recebendo, desde março deste ano, eventos com sucesso de público, organização e segurança.

Bailes Funk contemplados por edital da SEC recomeçam em junho

Numa parceria inédita, comunidades com UPPs receberão bailes até agosto

Celebrando o resultado do Edital de Bailes e Produção Artística no Funk, lançado pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC) em 2013, que selecionou 16 projetos de realização de bailes funk, as comunidades contempladas, tanto na capital quanto no interior do estado, vem recebendo, desde março deste ano, diferentes eventos com sucesso de público, organização e segurança.

São bailes como os da Velha Guarda do Funk (no Chapéu Mangueira), da equipe Cash Box (em Colégio), e da Chatuba (na Penha), já bem conhecidos no Rio.

Impulsionados pelo edital da SEC, alguns dos contemplados, que há mais de cinco anos esperavam por um apoio desta natureza, voltaram a realizar os bailes e ganharam força para continuar com os eventos além do número mínimo estipulado pela chamada pública (cada proponente contemplado deve realizar três edições do baile proposto). É o caso do DJ Byano, organizador do Baile da Chatuba, no bairro da Penha, um dos mais concorridos no momento.

“O nosso baile recebe um público grande, porque vem gente de outros bairros e até de outras cidades do Rio. Desde março, quando a gente pôde voltar a fazer os bailes, graças ao apoio da Secretaria de Estado de Cultura e da UPP, os bailes não pararam mais. Todo sábado a gente enche a quadra. As pessoas que vêm ao baile da Chatuba sabem que não vão encontrar bagunça ou violência e procuram esse baile justamente por causa da segurança. Não temos tido ocorrência de uma briga sequer. A comunidade que frequenta o baile está feliz, porque essa é a única manifestação cultural que nós temos”.

E o funk segue em frente. Neste domingo, 31 de maio, acontece o Baile do Negão, no Complexo do Lins. A partir da sexta-feira, 5/6, começa o calendário de junho, com bailes nas comunidades dos Macacos, do Gambá e do Borel (Zona Norte), na Praça de Realengo (Zona Oeste) e no Chapéu Mangueira  (Zona Sul), para citar algumas das 10 localidades  no Rio que já receberam ou que continuarão recebendo os bailes até agosto.

O apoio à realização dos bailes é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e tem o objetivo de reconhecer, fomentar e articular uma boa estrutura para que os eventos aconteçam da melhor forma possível. Com a entrada dos órgãos públicos na organização dos bailes, o público pode contar com a presença de agentes da Comlurb, da CET Rio e Polícia Militar. Além disso, ambulantes foram cadastrados, postos de venda de bebidas alcoólicas estão sendo supervisionados e os bailes têm horários de encerramento estipulados.

“Precisamos adequar a realização dos bailes funk às questões de segurança porque sabemos que as quadrilhas tentam se apoderar simbolicamente dos bailes para mostrar poder. Nosso trabalho é o de assegurar à população que aquele baile é da comunidade. Os frequentadores ainda estão se adaptando a uma nova organização, como horários para começar e terminar, por exemplo.

Mas é do interesse da Coordenadoria de Polícia Pacificadora que os eventos culturais aconteçam nas comunidades, e é fundamental deter o poder simbólico das organizações criminosas”, explica o major Ivan Blaz, coordenador de Comunicação das UPPs.

 

Fonte: brasil247.com

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