As rimas de ouro de MC Rodolfinho

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O funk fez a vida de Rodolfo Martins Costa, mais conhecido como MC Rodolfinho, tomar um rumo diferente do previsto. Nascido em Osasco, na Grande São Paulo, o garoto de 22 anos viu em suas rimas uma forma de viver a ostentação que cantava enquanto batucava nas carteiras da escola ao lado de seus amigos. "Se seguisse os planos de estudar, talvez eu não alcançaria o que alcancei hoje", conta o funkeiro à coluna.

Mas foi na escola, aos 16 anos, que o cantor descobriu onde poderia chegar e viu na internet uma possível aliada. “Comecei a gravar vídeos em casa, no meu computador”, lembra Rodolfinho, que diz que foi nessa época que se tornou amigo de MC Guimê. "Eu e ele começamos juntos, lá em Osasco mesmo, nem tínhamos músicas gravadas", recorda. 

O sucesso começou a chegar para Rodolfinho ainda em sua cidade, com uma música que falava sobre todos os bairros de Osasco, chamada "Osasco É o Afeganistão". Mas o jogo virou mesmo em 2012: "Lancei ‘Como É Bom Ser Vida Loka’, foi quando deu um "bum" e o Brasil inteiro conheceu minha música", fala o artista do hit que tem mais de 20 milhões de visualizações no YouTube. 

Mesmo sem o cantor terminar os estudos, seus pais apoiaram – e ainda apoiam – sua "vida louca". "No começo, eles tinham receio por causa da linguagem do funk, mas depois perceberam que estava virando um trabalho, aí me deram ainda mais força", explica o MC, que conseguiu até comprar uma casa para a mãe e outra para ele. "Fui criado em Osasco, mas, quando aumentou minha visibilidade, resolvi sair de lá por segurança. Hoje moramos em um condomínio fechado, mas tenho um apartamento em Osasco ainda", fala o artista, que não gosta de morar sozinho. "Sou muito família."

Só sucesso

Desde os primeiros batuques, MC Rodolfinho já lançou diversos hits e conta com uma agenda lotada. O cantor faz de 20 a 30 apresentações por mês e chega a fazer três shows (ou mais) por dia. "Não fico um fim de semana em casa. Canso muito! Tanto que agora vou colocar uma estrutura de apresentação melhor e diminuir a quantidade de shows", explica. 

Diferentemente de outros funkeiros, o MC não muda o foco da conversa quando o assunto é o seu cachê. “Se o show é em São Paulo o mínimo que cobro é R$ 6 mil; se é fora do estado, fica mais ou menos R$ 12 mil. Mas a média mesmo é de R$ 10 mil por apresentação.”

Sem deixar a peteca cair, o funkeiro já pensa no próximo sucesso – que, dessa vez, não será ostentação. "Estou trabalhando em uma música de protesto, de incentivo ao povo nesse momento que vivemos na política. Nessa canção, vou sair um pouco da linguagem do funk", adianta o MC.

Fonte: diariosp.com.br

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