FUNKEIRO BOB RUM VIRA O REI DAS FESTAS DE CASAMENTO: 'NÃO FUI SÓ MAIS UM SILVA' Ele nasceu em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde continua vivendo. Mas entre …

Ele nasceu em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde continua vivendo. Mas entre o garoto que queria ser jogador de futebol e o cantor que virou o rei dos casamentos vips da cidade, faturando cerca de R$ 50 mil por mês, existiu um Silva. Aquele que "era funkeiro, mas era pai de família". Isso ainda nos anos 1990, quando o funk nem sonhava com o status que desfruta hoje, com Anitta e Ludmilla entre as estrelas do pop brasileiro. "O sucesso internacional de Anitta é resultado de muita perserverança. Acompanho de longe e sei que não foi fácil. Pode não parecer, mas ainda existe muito preconceito com o funk", situa Bob Rum, o nome artístico de Moisés Osmar da Silva.


Foi com o "Rap do Silva" que ele mudou o jogo, virando um dos primeiros ídolos do movimento. Duas décadas depois, o carioca continua na ativa para provar que não foi só mais um Silva, como o trágico personagem de sua canção mais famosa. "Quando fiz essa música, os bailes eram praças de guerra. Ela foi um manifesto pela paz. Eu ia para os bailes para dançar, mas sempre via brigas", recorda o cantor, 48 anos, hoje formado em Administração.

Para comemorar os 20 anos de sucesso, ele lançou uma nova versão de seu hit, que já conta com mais de um milhão de visualizações no Youtube. Além disso, sua história de vida já rendeu o livro "Era só mais um Silva" e o documentário "A história de um Silva", que está finalizado, esperando financiamento para o lançamento. "Depois desse tempo todo, essa música ainda me dá muitas alegrias. Ela foi atravessando gerações. E, hoje, eu a canto em casamentos todo final de semana. O fato de poder celebrar com esses casais uma nova vida que começa me deixa muito feliz. Não fui só mais um Silva", diz o funkeiro, pai de família e bem-sucedido, que chega a se apresentar em até 12 cerimônias por mês.

O ritmo que lhe deu tantas alegrias surgiu em sua vida através dos festivais amadores, ainda na adolescência. "Eu nem era funkeiro, queria ser jogador de futebol. Gostava de MPB, Legião Urbana, Cazuza, pagode, Roupa Nova, mas foi com o funk que encontrei uma maneira de me expressar", conta ele: "Eu não sonhava com o sucesso. Queria apenas ver as pessoas cantando minhas músicas. Hoje, vivo desse sonho".

Fonte: extra.globo.com

Receba atualizações

diretamente no seu e-mail